terça-feira, 8 de maio de 2012
todo mundo precisa usar a borracha
No desenho tem escrito: "o vento (ou o acaso) evitando dores maiores..."
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sem desesperos!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
E não perdeu.
Quando abri os olhos já estava no aeroporto. Fui vendo sua matéria sumindo a cada passo a frente que era dado. Até que ele sumiu. Fiquei parada uns 10min, olhando pro infinito, vendo o espectro de alguém que um dia me amou sumir. De alguém que um dia eu amei. E a sensação era exatamente essa: a de ver alguém que a gente ama viajar. Precisar ir embora. Ter que ir embora. Ir embora.
Às vezes eu não amo ele, mas tem dias que eu o amo tanto que sofro.
Me esqueci de pedir o endereço em caso de saudade.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
coisa

terça-feira, 26 de julho de 2011
Eu não preciso me explicar.
Da complexidade da inspiração.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Ar!
Hoje é um dia de poucas palavras. Sentir é mais importante.
Só quero deixar claro pra mim, que a felicidade vale mais a pena ser sentida do que escrita.
E talvez isso explique tudo.
Amor!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
continua solta
To sofrendo; to viva!
Queria morrer por uns dias.
sábado, 23 de outubro de 2010
amando atingimos as raízes do ser, dos buracos sem fim, enfim, se desvelam as luzes. porque quando amamos sentimos no fundo algo muito profundo, inundando os lugares mais estreitos, os menores espaços são todos ocupados por algo que fertiliza, e então mais raízes. raízes grandes, daquelas que ocupam grandes espaços, que ocupam corpo inteiro, perfuram órgãos vitais, órgãos banais, introduzem-se neles sem pedido de licença, sem mais concessões. que por ora nos fazem acreditar que não precisamos mais de espinha dorsal, veias, cerebelo, o que sustenta mesmo são essas raízes, esses braços que abraçam e embaraçam totalmente o movimento, turvando a vista, alterando deliberadamente todos os sentidos, desorganização plena e bem quista. caos. amor.Neruda conhece o poder das raízes.
domingo, 3 de outubro de 2010
Perene

quarta-feira, 15 de setembro de 2010
"vontade de abraçar o infinito"
"Conforto alucinante, tranquilidade na clareira do caosO ponteiro, ele rodou mais rápido no mesmo relógio de ontem
O que as horas guardam nos espaços do contra-tempo?
A mulher?
O desejo é um tempo parado
É quando se trocam as datas dos bichos e das flores
É quando aumenta a rachadura da velha parede
É quando se vira a folha, a folha da história
É quando se pinta um fio branco na cabeleira preta
É quando se endurece o rastro de sorriso
No canto dos olhos
Eu sei que a viagem é longa
A voz vai e vem
Você ta aí?
Você ta aí?
Ei, você está aí?"
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quem?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
setembro
ninguém sabe o poder que tem de fazer a vida do outro se transformar em outra vida, completamente nova, completamente linda (no sentindo mais sutil e doce e delicado e abstrato que essa palavra pode contemplar).
minha gente, eu tô!
domingo, 22 de agosto de 2010
RaioX high tech

- A gente devia aderir à moda de andar pelo avesso. Inverter as camadas da pele, deixar o coração pendurado do lado de fora, os neurônios funcionando a céu aberto, a sinapse acontecendo a olho nu... Assim a gente sabia, desde o primeiríssimo contanto, exatamente quais são as intenções do outro estranho.
- Do eternamente estranho inclusive, se não se colocar pelo avesso.
- É, se as sinapses não acompanhassem o mesmo ritmo, se a sístole e diástole de um acontecessem 4x mais depressa que a do outro, se o sangue de um parecesse ter mais pressa que o do outro pra chegar à cabeça e oxigenar o cérebro já cansado de tanto decodificar a libido daquela situação: Adios e pronto. Mas, po, lidar com humanos que, assim como um iceberg, só deixam uma pontinha de si à mostra é, constantemente, se equivocar. A comunicação é sempre falha, sempre. Digo comunicação no sentido de passar pra consciência do outro o que se passa na sua. O que o outro tenta dizer nunca nos é perfeitamente compreendido. Algo sempre fica no meio do caminho, procurando loucamente uma entrelinha pra se encaixar. Entrelinhas filhas da puta!
- Comunicação também no sentindo de fazer com que a recíproca seja verdadeira, porque a gente também quer saber o que se passa naquela consciência isolada e individualista do outro, né?
- Isso! Até os gestos, se fosse possível, seria bom que pudéssemos traduzir. Mão no bolso significa, mão na cabeça, perna cruzada, pescoço inclinado pra direita... Pra captar todos os sinais, não deixar que nada escape, não abrir nenhuma brecha.
- É... E, se possível, ter um encontro como quem assiste a um filme legendado, com as letrinhas embaixo traduzindo cada coçada no queixo, cada ajeitada de sobrancelha etc.
- Mas e depois? Será que o total domínio sobre o outro, sobre o que se pensa&faz, seria, de fato, interessante? Ou será que pararíamos, cansadas pela previsibilidade cansável do sujeito, de tentar conquistá-lo? E ia sobrar um sentimento de insolência depois de ter revirado tudo por dentro do outro com o desejo de controle total da situação.
- ...
- Além da sensação de vazio que fica depois de uma procura do caralho que não nos leva a nada, a não ser a um lugar de completo conforto e comodismo diante do que a gente já sabe, e que nos faz parar, nos equilibra - equilíbrio no sentido de algo estático, apenas - que nos congela diante do nada de novo.
- Antes sair por cansaço, que cheia de energia condensada.
babi
zu
quarta-feira, 30 de junho de 2010
rittrato
É um porta-retrato muito chique, fino, com detalhes sutis e delicados, definitivamente não combina com a foto. Foto antiga, preta e branca, algumas manchas amarelas, nem parece que um dia eu vivi isto. Nem parece eu! Por isso que eu gosto de dizer aos que me perguntam, que essa foto é de uma tia minha que mora numa cidade distante daqui, e que achei essa foto dentro de um livro qualquer na estante. Enfim, preciso comprar um porta-retrato novo, com cara de velho, queria um marrom, cor de madeira também serve, ou cinza, ou preto. Ou devo tirar essa foto e escondê-la dentro de um livro qualquer na estante? Não, melhor não, meu terapeuta sempre me diz que não é bom apagar o passado, ou melhor, tentar apagá-lo. Melhor deixar aí, mas tenho que comprar outro porta-retrato, ou talvez mudar as fotos de lugar, colocar a do meu cachorro na frente, a dos meus sobrinhos no meio, a da minha mãe do lado direito e essa atrás de todas, assim, de um jeito que ninguém a perceba. Hum, mas não sei se vai dar certo, essa foto me incomoda, é o porta-retrato, preciso trocá-lo. Ou será que fui eu que saí sorrindo demais na foto, fiquei com uma boca grande, sei lá. Preciso dar um jeito nisso, pior que nem tenho outra foto pra colocar no lugar desta, e nem outra estante vazia e escondida pra enfiar esta maldita foto. Olhe, será que a responsabilidade foi mesmo minha por tudo isso ter acontecido? Será mesmo que esta foto, que me incomoda tanto, só me incomoda por mérito meu? E você, meu rapaz, o que fazias aí ao meu lado, contribuindo imensamente pra essa sorriso imenso e essa boca grande no final das contas? Por que me aperecestes me fazendo tão feliz? Por que estragastes a foto? Por quê?!


