domingo, 18 de dezembro de 2011

Ele acordou de manhã bastante apressado: "não posso perder o voo!"
E não perdeu.
Quando abri os olhos já estava no aeroporto. Fui vendo sua matéria sumindo a cada passo a frente que era dado. Até que ele sumiu. Fiquei parada uns 10min, olhando pro infinito, vendo o espectro de alguém que um dia me amou sumir. De alguém que um dia eu amei. E a sensação era exatamente essa: a de ver alguém que a gente ama viajar. Precisar ir embora. Ter que ir embora. Ir embora.
Às vezes eu não amo ele, mas tem dias que eu o amo tanto que sofro.
Me esqueci de pedir o endereço em caso de saudade.

Um comentário:

brôto. disse...

ainda bem que esqueceu. porque partir as vezes é preciso. e parafraseando a música: qual a graça de saber o fim da estrada quando a ideia é partir rumo a lugar nenhum? é como brincar dentro de um cercado.