por que as pessoas têm que se separar?
e por que a gente tem que sentir esse frio na barriga e essa sensação de vazio?
por que as pessoas que a gente tem afeto não podem ficar junto da gente?
por que elas vão embora?
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
leve 12 pague 10.
é que essa falta de amparo me faz sucumbir. sem rédeas, nem freios, sem receios, jogando o corpo no espaço. perdida! sem tempo, sem ninguém me esperando pro jantar, nem pro almoço, nem pra assistir aquele filme antigo casablanca. sem paredes, nem muros, mantendo contato com o universo, o planeta em suas mãos. possibilidade como palavra chave, a chave que vai abrir todas as portas e janelas e. e que vai abrindo a cabeça, a mente, os pulmões, cada vez mais ar, sangue correndo freneticamente nas veias. vontade incontrolável de se expor, de gritar, se despir. nua pro mundo, poros todos descobertos, abertos, com frio, com fogo. expelindo suor e segredos, e gestos que são feitos involuntáriamente por entre palavras inteligíveis que vão sendo vomitadas pela boca seca, roxa de vinho, amargando, sangrando os dentes, deixo escorrer o vermelho que rege a vida. o coração que se materializa em garrafas, e latas de cerveja espalhadas pelo hall do apartamento, e que morre em menos de 500g, para de bater e dorme. dorme até a próxima dose, o próximo viver. desamparo comprado em lojinha de conveniência, vendido por menos de 15 reais.
terça-feira, 30 de junho de 2009
well, I won't stop all of my pretending.
Bom, essa talvez seja a minha última parada aqui, talvez não. Who knows? É. Eu deveria aproveitar intensamente esse momento, sugar o máximo dele, deveria. Deveria parar com muitas coisas, mas não vejo motivo para tal. Gosto dessa comodidade que eu me sendo me proporciono, das minhas inúmeras possibilidades, inclusive a de saber que essa pode ser a minha última vez, ou não. Talvez eu tenha vários motivos pra querer continuar... talvez não. Quem me diz se esses motivos são plausíveis e dignos de continuação? Quem?
chegou a minha. preciso ir.
!
chegou a minha. preciso ir.
!
domingo, 28 de junho de 2009
meta(morfose)
vou viajar. passar 13 dias fora. fora mesmo! fora desse meio vicioso, lugar novo, novos ares, me deitar numa cama diferente, com uma varanda de frente pro mar, o mar, me lavar, a alma, ser limpa. to aberta para as mudanças. de braços abertos, como o cristo. abraçar o mundo, as pessoas, as inúmeras possibilidades do ser. é isso que eu quero. é só o que eu sei pensar e dizer agora.
emergindo com facilidade.
emergindo com facilidade.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A culpa é de Dora.
Dor de cabeça insuportável. Folhas e pontas de cigarro espalhadas pelo chão da sala. Dora quebrou o vidro do centro, bêbada. Agora só cabe um copo e um cinzeiro em cima. Não tem mais espaço algum na pia, panelas e pratos e copos, talheres. Acho até que faltou água, não sei. Há dias não sei o que é um banho. Não abri as janelas hoje, e já são cinco horas da tarde, acho que o sol se pôs. Sei o que devo fazer, mas não quero. Eles me dizem o que eu deveria, onde eu deveria, com quem eu. Não quero. E isso importa. Só! Sei dos meus passos, quando caminho em contramão: eu sei. Eu me conheço até onde os meus sentidos me permitem. Me toco, me olho, me sinto, me sei muito bem. Conheço todas as minhas cavidades, internas, externas, literais. As faltas, ausências, urgências: conheço todas mais do que a palma da minha mão. Enrrugada, por sinal. Tenho 32 anos e sei perfeitamente o que quero. Moro só, pago algumas contas quando dá, quando não dá, eu fumo. É isso. Eu fumo, trago, tudo, todo, eu sumo, me escondo, fecho as janelas, esqueço a pia, no centro ainda cabe um copo e um cinzeiro, tudo bem. Eu sei o que eu quero. Meu último cigarro acaba, não tenho mais pra onde correr. Tédio. Recorro aos remédios, pílulas, ansiolíticos, psicotrópicos, ápice, clímax. Durmo.
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